segunda-feira, 29 de junho de 2015

Descobrindo a América


Em um desafio, quase louco, porém incrível, de conhecer um pouquinho mais de cada uma das três Américas, em uma viagem de 30 dias eu resolvi começar conhecendo Brasília.

1º dia- Para começar, sai bem adiantada de casa por conta do trânsito no Rio de Janeiro, e fui pro Aeroporto Santos Dumont. O voo saiu às 7:37, e às 9:30 do mesmo dia, eu cheguei em Brasília. Sai do aeroporto e peguei um táxi. Me recomendaram optar pelo rádiotáxi, que dá 30% de desconto no valor do taxímetro. E então, em 30 minutos eu cheguei no hotel Saint Moritz Hplus. Me acomodei, e aproveitei que o Conjunto Nacional Shopping Center fica a 8 minutos a pé do hotel para comer e me situar um pouco melhor na cidade. De lá, fui para o Museu Nacional de Brasília, o que levou aproximadamente 10 minutos de táxi. Lá, pude ver o que há de melhor na arte brasileira. Voltei para o hotel não muito depois de 17h, apesar do Museu ficar aberto até às 18:30. Tirei o resto do dia para descansar. 

2º dia- Tomei café no hotel, e fui ao Parque da Cidade. O maior parque urbano de Brasília e do mundo, carente de alguns cuidados, mas muito agradável fez valer a manhã que eu passei lá, com grande diversidade de árvores, um lago e ainda, alguns animais. Não muito depois do almoço fui para a Torre de TV, visitar o Museu Nacional de Gemas, com milhares de pedras preciosas e aproveitei para ver o pôr do Sol na Torre. Foi uma visão deslumbrante. 

3º dia- Levei pouco mais de 5 min no táxi para o Santuário Dom Bosco, o que eu percebi em Brasilia é a facilidade para locomoção, e a vantagem do lugar onde eu me hospedei era essa proximidade com os pontos que eu queria visitar. No Santuário eu fiquei maravilhada com o efeito das luzes que, como resultado dos vitrais em 12 tonalidades, simbolizava um céu estrelado. Como às 14h começava a distribuição de senhas para a entrada no Palácio da Alvorada, fui para lá. Projetado por Oscar Niemeyer, o visual do lugar é lindo. 




4º dia- Fui para a Praça dos Três Poderes, que ficava a 10 minutos do Hotel, repleta de esculturas simbólicas. Após, fui ao Palácio do Itamaraty, que é a sede do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, junção da arquitetura moderna de Orcar Niemeyer e paisagismo assinado por Burle Marx. 

5° dia- No penúltimo dia em Brasília, resolvi sair um pouco do chão, e embarcar no barco catamarã. Com moderno sistema multimídia, o passeio começou no Pontão do Lago Sul, passou pela Península dos Ministros e seguiu até a Ponte JK. Um passeio lindo, legal e com rico aprendizado. 

6º dia- Último dia em Brasília, e o lugar havia se mostrado agradável e bom. Voltei para o aeroporto, agora com um novo destino: Costa Rica. O voo saiu às 9:32 e fez parada em São Paulo (aeroporto internacional de Guarulhos), fiquei aproximadamente duas horas lá para a troca de avião, e quase seis horas depois cheguei em Bogota (aeroporto internacional El Nuevo Dorado) para mais uma parada de aproximadamente três horas. Finalmente, às 21h25 depois de um último voo de duas horas e vinte minutos, cheguei no aeroporto Juan Santamaría, em Costa Rica. Me acomodei em um Hotel não muito longe do aeroporto, em San Jose, e aluguei um carro. Falaram-me que andar de ônibus no lugar era uma boa opção, mas optei pela locação de um veículo. 

7º dia- No primeiro dia em Costa Rica, resolvi visitar dois museus:Museu nacional da Costa Rica e o Centro de Cultura e Ciência de Costa Rica. No Museu Nacional vemos sobre a história nacional, e a história natural, sem contar, claro, com antropologia. O que mais me impressionou nele são as esferas de pedra, os mais intrigantes artefatos da arqueologia indígena da Costa Rica. A visita ao Centro de Cultura e Ciência foi muito interessante, e lá pude ver que objetivo é fortalecer a educação e estimular o desenvolvimento científico e tecnológico nacional. Os dois eram bem próximos um do outro, menos de 10 minutos.

8º dia- Fui ao Parque Nacional Vulcão Arenal, é enorme, e eu não podia deixar de conhecer. Com piscinas naturais quentes de água vinda do vulcão Arenal, e claro, com o vulcão Arenal nos deixando fascinados. O lugar é lindo e surpreendente. 



9º dia- Bem cedo, sai para ir à Playa Virador, na Península Papagayo, fui de carro, e levei quase 4 horas da capital San José. Impossível descrever a beleza do local, que fica na costa do Pacífico, com rochedos que descem até o mar. 


10º dia- Fui ao rio Pacuare, não muito distante de San José. Lá, pude fazer rafting , canoagem de águas bravas e riverboarding. As florestas tropicais que cercam o rio são habitadas por espécies de animais exóticos, e o rio é lindo. 

11º dia- Depois desses dias, exausta, passei um dia descansando no hotel para no dia seguinte poder partir. 

12º dia- De volte ao Aeroporto Juan Santamaria peguei o voo de 17h e fiz uma parada em El Salvador 1h55min depois. Em 55min, voei para San Francisco em um voo que durou 6h. Fui para o hotel, dessa vez não aluguei carro como em Costa Rica, já que usar o transporte público para se locomover pareceu mais vantajoso. 

13º dia- Quis começar em San Francisco visitando o principal símbolo da cidade: Golden Gade. Atravessei-a de bicicleta, a qual eu aluguei no inicio da ponte. Para ter uma visão diferente (e melhor) da ponte, subi as colinas do Golden Gate National Recreation Area. À 20 minutos dali, de ônibus, fui ao Fisherman’s Wharf, um lugar super visitado, à beira-mar, comer frutos do mar, com uma vista privilegiada. 


14º dia- Tirei o dia para visitar o Golden Gade Park (diferente da ponte). Um parque gigantesco repleto de jardins, museus e lagos. Um museu de ciências naturais, um museu de arte, um jardim japonês, e entre tantas outras coisas pra visitar e ver nesse parque me fizeram aproveitar muito. Sem dúvidas, um ótimo lugar. 

15º dia- Fui à Ilha de Alcatraz, o que levou dez minutos de barco. Recebi algumas explicações iniciais e depois pude seguir “livremente” pela ilha. Todos recebem um áudio-guia que direciona a visita, o que foi muito bom e prático. Em alguns momentos era possível me sentir como um prisioneiro naquela ilha e toda a experiência foi muito diferente e legal. 

16º dia- Tirei a parte da manhã para visitar a Lombard Streeta rua mais torta do mundo (e mais legal também), preferi andar por ela a pé, mesmo com muitas pessoas optando por usar carros. Achei a caminhada melhor para as fotos e principalmente pra observar as casas e plantas lindas da rua. Durante a tarde, dei uma volta e fui ao Transamerica Pyramid, o prédio mais alto da cidade. 



17º dia- Conheci o Museu de Arte Moderna de San Francisco, o que eu não podia ter deixado de conhecer. Trabalhos em fotografia, design, arquitetura, escultura e mídias eletrônicas, fizeram a visitar valer a pena. 

18º dia- fui para o parque Six Flags, à 45 minutos de San Francisco e essa foi a unica ocasião em que tive de optar por um carro. É um parque de diversão, cheio de montanhas-russa (dã), todas muito legais. 

19º dia- Último dia em San Francisco, fui para Vancouver (Canadá) em um voo direto que levou 2h e 20min. Como ainda tinha uma boa parte do dia para aproveitar, aproveitei para dar uma volta nas ruas de Vancouver, passar por lugares os quais já foram cenários de muitos filmes famosos. 

20º dia- Como queria um dia um pouco menos cansativo e mais relaxante, fui caminhar a praia English Bay um lugar agradável e com um visual muito legal. 
21º dia- Peguei o trem em direção às montanhas e pude desfrutar das vistas deslumbrantes sobre as montanhas e seus lagos. Participei também de circuito de tirolesas.
22º dia- Tirei o dia pra fazer algo bem diferente.  Fui ao parque Capilano, mais precisamente na ponte suspensa de Capilano. O parque oferece várias outras atividades, algumas, com trilhas suspensas que levam de uma árvore a outra e ainda com Cliff Walk, um caminho suspenso projetado sobre o abismo e que pode ser mais desafiador do que cruzar a ponte. Apesar do medo em alguns momentos, o passeio foi realmente incrível. 



23º dia- Fui observar baleias em Vancouver Island, Ilha de VancouverO litoral em torno da ilha é cenário de uma grande migração de baleias em direção ao Oceano Pacífico, então de março a outubro, as águas na região ficam repletas de várias espécies de baleias. Pude apreciar o cenário das montanhas ao redor, e em pouco tempo, vi baleias. Mais uma ótima experiência. 

24º/28º dia- Viagem de trem de Vancouver à Toronto. Vi como uma oportunidade única de conhecer o Canadá em grande amplitude. Da janela pude ver as estonteantes paisagens do Canadá e das Montanhas Rochosas, belos vales e lagos. 

29º dia- Já em Toronto, aproveitei que as Cataratas do Niagara ficam a apenas 1h30min de carro e fui conhecer. É tão lindo que a única coisa que eu sei dizer é que é um show da natureza de tirar o fôlego. 



30º dia- No último dia de viagem, fui visitar o Ontario Parliament Building um dos prédios mais bonitos de Toronto. O passeio foi rápido, durou cerca de 30 minutos. À noite, peguei um voo com duas paradas, a primeira em Houston e a segunda em São Paulo, para chegar finalmente de volta ao Rio de Janeiro. 

*texto fictício* 

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Exploração do trabalhador

Como já é bem claro, no Capitalismo as coisas giram em torno de lucro. E os capitalistas (empresários) tem como objetivo sempre esse: aumentar seus lucros. Um trabalhador é capaz de produzir, em menos de um dia inteiro de trabalho, os bens de que ele necessita para receber o seu salário. Por exemplo, um trabalhador em 3 horas produz o equivalente ao seu salário mensal, mas ainda assim, ele trabalha 8 horas por dia. Ele deve continuar produzindo e o lucro obtido com o seu trabalho nas restantes horas vai para o seu patrão. Isso pode ser designado como mais-valia. Para aumentar os lucros, muitas vezes, os capitalistas aumentam a produtividade e baixam os custos de produção (diminuem o salário). Mas mesmo quando as horas de trabalho não são absurdas, a mais-valia acontece, logo, a exploração do trabalhador também. Porque os salários pagos acabam sendo, inevitavelmente, uma pequena porcentagem do valor equivalente ao que é produzido.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

O descarte

Como sabemos, o consumismo é um consumo desenfreado e com isso, podemos imaginar que produz uma grande quantidade de lixo. A sociedade consumista baseada na velocidade e na busca sempre por produtos novos, gera a rotatividade dos produtos, o descarte constante deles. O mercado não para de produzir coisas adequadas a essa população, produtos não duradouros, e os consumidores não buscam por conserto ou reutilização, sendo mais fácil descartar e comprar outro, muitas vezes mais moderno em algum detalhe. Com isso, pulamos as etapas de reuso e reciclagem, continuando produzindo, consumindo e descartando. Vários problemas estão relacionados a esse hábito, principalmente o que fazer com esses resíduos que foram descartados. Não dá pra continuar nesse sistema já que visivelmente altera o equilíbrio ambiental do planeta, com tanto lixo produzido. 

O consumismo que nos consome



Diante da realidade em que estamos inerte, onde o "espírito capitalista" quer sempre acumular e lucrar, o consumismo se tornou algo comum. A diferença entre consumo e consumismo é que em um, o interesse é de necessidade, e em outro, a pessoa não precisa daquilo que está adquirindo e o faz em excesso. Com isso, qualidade de vida acaba se confundindo com "ter mais". O consumismo é fortemente induzido pelo marketing, que interfere na diferenciação do que se deve ou não comprar, tornando as pessoas sempre descontentes em busca de produtos novos ou algo que as supra. Desde o início, com o avanço de produção, as pessoas acabaram se distanciando do conhecimento em relação a maneira como os produtos eram produzidos, os meios de produção, e assim, com essa falta de conhecimento houve uma alienação. Isso torna fácil a manipulação com o consumidor, a compra desvinculada da necessidade. O sistema inseriu em nossa sociedade a ideia de que o consumo sem limites nos leva ao bem estar e com isso nós mergulhamos cada vez mais nesse ciclo sem fim do consumismo, nos deixando, sem perceber, sermos consumidos por ele.